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O Colégio Nossa Senhora das Dores surgiu por iniciativa das Irmãs Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Monteils, originárias da França, que motivadas pela vocação missionária religiosa e pelos convites insistentes do Bispo da Diocese de Goiás – Dom Cláudio Ponce de Leão – e dos Padres Dominicanos provenientes da mesma região francesa que já estavam aqui desde 1881.

O nome “Colégio Nossa Senhora das Dores” escolhido para o estabelecimento de ensino que fundaram, proveio de uma estatueta encontrada em um dos cômodos da antiga Santa Casa de Misericórdia. A estatueta representava a Mãe de Jesus em seu momento de sofrimento e dor pela morte do Filho. Foi efetivamente, neste antigo prédio hospitalar, que após reformas e adaptações adequadas, teve início em 1885, o trabalho pedagógico das Irmãs Dominicanas em Uberaba.

Alguns anos depois, em 1889, com o processo da Proclamação da República e consequentemente com o rompimento da ligação Igreja – Estado, as Irmãs começaram a ter contestada sua presença no prédio da Santa Casa. Um grupo de médicos da cidade alegou que necessitavam do prédio, obrigando-as a construir seu próprio imóvel – obra iniciada em 1893 e concluída em 1895. Para a consecução desta obra contaram com a ajuda prestimosa dos Padres Dominicanos que, para isto, retardaram a construção da grandiosa Igreja São Domingos, que projetavam executar.

O prédio do Colégio Nossa Senhora das Dores foi inaugurado oficialmente em 26 de dezembro de 1895, e nele, as Irmãs passaram a residir e trabalhar a partir de fevereiro de 1896. Foi o primeiro edifício construído pelas Irmãs Dominicanas e serviu aos fins que lhe foram propostos até 1959, quando foi demolido para que blocos mais modernos e funcionais fossem edificados.

Desde a sua fundação até 1966, o Colégio manteve ao lado do regime de externato, o internato que acolhia anualmente centenas de jovens, a maioria filhas de fazendeiros, advindas do Triângulo Mineiro, Alto do Paranaíba e Goiás. Em 1973, o Colégio que era exclusivamente feminino, iniciou suas atividades com crianças e jovens do sexo masculino.

Atualmente os leigos assumem, não somente as Escolas, mas também a missão que era delas. A motivação desses, para conhecer e aprofundar o carisma da Congregação e fazer dela a base de suas opções, faz surgir através de novos caminhos, uma forma inovadora de atuação das Irmãs. Elas continuam a ter papel essencial. Avocam e garantem as orientações principais do estabelecimento, apoiando ao mesmo tempo esse novo dinamismo. A partir de 2007, iniciou-se uma nova etapa no Colégio Nossa Senhora das Dores, ano em que Marta Queiroz Fabri assumiu com comprometimento a Direção.

Num trabalho exclusivo e ininterrupto, dedicado à infância e à juventude, o CNSD continua honrando a coragem e a determinação de suas primeiras educadoras Missionárias. A história do Colégio Nossa Senhora das Dores é a confirmação de que “só sobrevive ao tempo quem tem raízes fortes e quem sabe semear pra não perder a qualidade dos frutos.”

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IRMÃS DOMINICANAS COMO DIRETORA DO COLÉGIO NOSSA SENHORA DAS DORES